Trajes

O traje da mulher é simples e castiço. Assumem importância as finas saias de armur e de merino, as blusas com rendas de bilros e os lenços de seda. A capucha, de burel, briche ou Saragoça, dá-lhe um cunho distinto e inconfundível dentro da indumentária portuguesa.

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A Capucha

A capucha é uma peça de vestuário que tem imortalidade assegurada. Prático agasalho para proteger do frio de enregelar:
É capa, deitada pela cabeça e apertada ou traçada à volta do pescoço em dia de temporal (segura por dentro com as mãos), não há vento que a erga e a chuva corre por ela como por vidraça.
É a melhor redoiça (dobra aqui dobra ali), quebra o peso como se fora uma almofada.
É atilho e corda – enrola de ponta a ponta e enfeixa uma trouxa de roupa ou um molho de cavacos.
É rebuço – nem a melhor máscara de Entrudo lhe chega.
Tem voz – a sacudir berra, espanta e afugenta os lobos.
É manta – à hora da sesta amacia o chão áspero e dá jeito do melhor travesseiro.
É berço – iguala o melhor para o menino de colo – uma ponta por baixo, outra por cima, entaladas ambas contra o peito, o próprio peso da criança deixa à mãe livres as mãos e os braços, e o pequenito aí vai serra adiante, ao vento e à neve mais quentinho que à beira do borralho.
É luxo de ir à missa – aos domingos e dias de festa há quem se alinde com a rica e polivalente capucha.

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Trajes Masculinos

Quanto ao homem, usa chapéu de abas largas, camisa de linho, com ou sem colarete, colete de feitio diferenciado e calças de tecido de burel, de lã e de cor variada. Veste casaco ajaquetado. Usa cinta de algodão e nos pés tamancos com testeira e brocha, sapatos de atanado e bota.

Traje inicial do R.F.T.

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Actual traje do R.F.T.

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