Danças e Cantares

Em musicalidade e pureza de atitudes este rancho tem cantares de intraduzível beleza e encantamento com sabor medieval, como é o caso de "Serraninha".

Nas rodas, que são elemento essencial da coreografia da região da Beira Alta, os compassados movimentos dos bailadores permitem-lhe dar largas à voz e, por vezes, param para cantar mais alto: lágrimas de dor, mas nunca estridente grito; palmas "carne com carne" de mãos completamente nuas; "o amor-simplicidade, o amor-delicadeza" afinal "ai como sabe amar a gente portuguesa"...

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Dentro do seu casticismo e do seu sotaque regional uma suave lentidão contrasta paradoxalmente, com momentos de eufórico entusiasmo e vivacidade por vezes transbordante.
Tem o culto da lógica. Tudo em suas danças obedece a marcações impostas pelo significado das palavras, aliás assinaladas em "Indo eu, indo eu, a caminho de Viseu", "Ladrão do negro melro", "Carandeiras da rua", "Se eu andasse a namorar", "Ora doba dobadoira doba", "Palmas ao meio", "Hei-de pedir à Virgem" e "Enleio".

Com técnica bem mais difícil e complicada, em passo saltado, com leve batimento de chinela, chulas suaves de características inconfundíveis: "Caninha verde", "Cruta da macieira" e "Ramalda", as quais representam na coreografia da vasta região de Viseu, extremamente singela, como que uma excepção à regra.

Nas rodas, os compassados movimentos dos bailadores permitem-lhes dar largas à voz. Por vezes, param para cantar mais alto e, quando, a meio da festa, se agitam, dir-se-ia quererem quebrar a melancolia, para, logo em seguida, a saborear melhor.
Há indiscutivelmente, no Beirão o culto da lógica. Tudo na dança obedece a marcações, impostas pelo significado das palavras.
O essencial da coreografia da Beira Alta está na RODA, mas dentro do panorama extremamente singelo da coreografia beiroa, surgem duas notáveis excepções, reveladoras de técnica difícil: a «Ramalda» e a «Cruta da Macieira»
Várias são as melodias que o Rancho Folclórico de Torredeita tem como seu património e exibe de Norte a Sul do país, como também fora de Portugal.

O Rancho Folclórico de Torredeita tem danças de passo saltado; tem danças relacionadas com o trabalho de campo, da cultura da vinha; exprime com emoção e graça os seus sentimentos; tem danças suaves e muito doces; tem uma chula e danças de roda.

Todas elas são cantadas e bailadas com entusiasmo e muita alegria.
Estas melodias e danças foram recolhidas em Torredeita e Região de Viseu.

SERRANINHA
No centenário do nascimento de Dr. Pedro Homem de Melo, o maior poeta lírico português, cuja dedicação à gente, à terra e ao folclore o tornou querido e amado por quantos se ligaram à cultura tradicional de forma especialíssima pela gente de Torredeita aqui lhe expressamos indelével gratidão com este lindíssimo cenário por si criado/organizado que repetidamente apresentou na R.T.P e na Feira Franca de S. Mateus em Viseu.

INDO EU, INDO EU

SE EU ANDASSE A NAMORAR
Contemplando o Caramulo e a Estrela, que são magníficos panos de fundo, vegetação luxuriante, na qual a vista descansa num encantamento, Torredeita é um dos mais belos lugares/vila do jardim beiraltino.

CANINHA VERDE

CARANDEIRAS DA RUA / CALHANDEIRAS DA RUA

A crítica social está bem patente nesta dança "As carandeiras da Rua". O falar e o mal dizer tão característico das gentes do povo, deu origem a este trecho/baile que retrata de uma forma fiel as "Calhandeiras" que falavam por desforço/vingança da vida alheia. Repare-se no movimento gestual dos pés dos bailadores.

ENLEIO

ENTRAR AO MEIO
Um autêntico hino de louvor a Viseu e de amor a Torredeita que todos os anos se renova na Romagem do Senhor do Pedrão. Chamo a vossa atenção para o encanto do poema e da melodia, bem marcados ao ritmo suave do batimento da chinela.

PALMAS AO MEIO

Ó DO ROUBA, ROUBA

LADRÃO DE NEGRO MELRO
O Rancho de Torredeita tem uma poesia rica de simbolismo. Exprime com emoção e graça os seus sentimentos, aliás bem explicada através dos passos desta dança.

FADO BEIRÃO

MACIEIRA DO ADRO

PAVÃO LINDO PAVÃO

Dentro do seu casticismo e do seu sotaque regional, o Rancho Folclórico de Torredeita, traduz e reflecte a alma das Terras Altas de Viseu, onde uma suave lentidão contrasta, paradoxalmente, com momentos de entusiasmo eufórico e vivacidade transbordante como mostra esta dança de "Pavão Lindo Pavão".

RAMALDA

Uma chula forte/expressiva desenha um semblante bem português, com uma doçura de aceitação, oposta ao espírito de arrogância de outros que querem refazer o Mundo.

HEI-DE PEDIR À VIRGEM
O folclore de Torredeita mora bem perto do céu.
E único e vive da sua santa simplicidade. Quantas vezes é uma prece ou até uma piedosa oração. Dança de roda com um exuberante movimento "Hei-de Pedir à Virgem".

CRUTA DA MACIEIRA
"A Cruta da Macieira" é uma dança de passo saltado, de técnica um pouco difícil, que representa no panorama da coreografia de Viseu, extremamente singela, como que uma excepção à regra.

ORA DOBA DOBADOIRA DOBA
No beirão há o culto da lógica tudo em suas danças obedece a marcações impostas pelo significado das palavras. Este trecho/dança assim o confirma e, para tanto, repara-se na comunicação gestual das mãos dos bailadores.

O TALO DA VIDE CHORA
O grupo/Rancho de Torredeita tem danças relacionadas com o trabalho do campo, da cultura da vinha e tal como, - O Talo da Vide Chora, que bem reflecte o modo e o espírito da gente da Beira Tradicional.

AMORA MADURA
A melodia dos cantares do Rancho de Torredeita é suave e muito doce e a sua poesia sugere por vezes sentimentos de fecunda solidariedade humana aqui bem explicada na Amora Madura.


Instrumentos utilizados pela tocata:

Bandolim – instrumento musical de quatro cordas duplas, de tampo abaulado ou chato, que se toca com uma palheta ou com a unha.

Viola – instrumento musical com cinco ou seis pares de cordas que se tocam com os dedos ou com as unhas, e com caixa em forma de oito, designada viola braguesa. Utilizada em acompanhamento de cantares e danças populares.

Violino/Rabeca – instrumento musical de quatro cordas de tripa, tocado com um arco e também conhecida no meio popular por rabeca.

Acordeão – instrumento musical de fole que vibra por acção de um fole (deriva do francês accordéon) 

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